“Tijoloteca” amplia acervo do Museu Histórico “Paulo Setúbal” de Tatuí
Obra reúne a descrição técnica de 70 tijolos históricos de seis municípios
Da redação
O Museu Histórico “Paulo Setúbal” de Tatuí, pertencente à prefeitura, recebeu oficialmente a doação do “Tijoloteca: catálogo de tijolos antigos sob a guarda de museus e instituições culturais paulistas”, que passa a integrar o acervo bibliográfico da instituição.
A doação foi realizada pela Terceira Página Consultoria e Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas e contempla dois exemplares impressos da publicação, um exemplar em Braille e outro em fonte ampliada.
“A iniciativa expande o acesso à informação, reafirma o compromisso com a democratização cultural e fortalece as políticas públicas de acessibilidade desenvolvidas pelo município”, conforme divulgado pela assessoria de comunicação da prefeitura.
O projeto “Tijoloteca” foi contemplado pelo Edital Proac – Salvaguarda de Acervos de Museus, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do governo do estado de São Paulo.
Ele reúne a descrição técnica de 70 tijolos históricos pertencentes a instituições culturais de seis municípios paulistas, entre eles, Tatuí.
“A publicação resulta de um criterioso trabalho de pesquisa coordenado pela arqueóloga Angélica Aparecida Moreira da Silva, com registro fotográfico de Ariovaldo Santa Cruz Caetano, desenho técnico de Henrique Figueiredo de Lima, modelagem 3D de Carolina Machado Guedes e diagramação de William Nogueira, consolidando informações relevantes sobre técnicas construtivas e processos de urbanização que contribuíram para o desenvolvimento das cidades paulistas entre os séculos 19 e 20”, segue a comunicação.
O Museu Histórico “Paulo Setúbal” desempenhou papel fundamental no desenvolvimento do projeto ao disponibilizar peças de seu acervo para estudo, documentação e análise.
“Os tijolos sob sua guarda serviram como importantes instrumentos de investigação histórica, possibilitando a identificação de marcas, inscrições e referências que contribuem para a compreensão de aspectos econômicos, sociais e arquitetônicos da formação urbana do estado de São Paulo”, informa a assessoria.
“Mais do que elementos construtivos, os tijolos catalogados revelam trajetórias de trabalhadores, produtores, edificações e transformações culturais. Ao incorporar oficialmente a publicação ao seu acervo, o museu amplia as possibilidades de pesquisa acadêmica e consulta pública, fortalecendo sua missão institucional de preservar a memória local e assegurar que esse patrimônio permaneça acessível às futuras gerações”, conclui a comunicação.
