Mostra “Tijol” teria abertura na noite de sexta-feira no Museu “PS”

Mostra “Tijol” teria abertura na noite de sexta-feira no Museu “PS”

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Mostra “Tijol” teria abertura na noite de sexta-feira no Museu “PS”

Da reportagem

O publicitário, design, músico e artista plástico tatuiano Kleber Vieira, conhecido como Binho, faria a abertura oficial da primeira exposição em Tatuí do projeto “Tijol”, um movimento artístico baseado em “fazer arte a partir da desconstrução do tijolo baiano”, na noite desta sexta-feira (após o fechamento desta edição, às 17h).

A mostra é a primeira exposição autoral do artista e ocorre até o dia 28 de maio, de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, equipamento da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, da prefeitura de Tatuí.

De acordo com Binho, a exposição conta com mais de 40 obras inéditas, baseadas nas linhas e círculos do tijolo baiano. São apresentados telas, artesanatos, design de objetos, tipologias, ilustração digital, estamparia e outros itens, de diversas formas, tamanhos e materiais variados, como cobre, madeira, barro e tecido, entre outros.

“Este projeto surgiu na minha chácara. Olhei para um dos tijolos que estava lá e percebi o quanto tem arte nele, nas linhas, nos círculos (às vezes, desconstruídos e deformados), na paleta de cores e tudo o mais. Assim, consegui extrair a arte do tijolo”, explicou o artista plástico.

Binho descreve ter utilizado o tijolo baiano como uma ferramenta de trabalho – assim como lápis ou o pincel – e inspiração para a construção artística de diversas linhas de design e artes contemporâneas.

“Quando se fala em tijolo, imagina-se que as obras são todas de barro, mas o projeto e a exposição ‘Tijol’ vão muito além. Não tem a ver somente com o barro, mas com todos os elementos que tirei do tijolo baiano, as formas, cores, texturas etc.”, argumentou Binho.

O projeto ainda tem a proposta de iniciar um movimento artístico em Tatuí, a partir do “Tijol”, assim como o expressionismo, fauvismo, cubismo, abstracionismo e surrealismo, entre outras importantes correntes da arte.

“Um movimento artístico é caracterizado por ideias comuns, data de criação, local, participantes e, em alguns casos, por um manifesto. A ideia de Tatuí ter em seu berço o nascimento de um movimento artístico que inspira suas raízes é de uma alegria contagiante. Por que achar isso um absurdo ou uma presunção? Sonhar é o início para a construção das mais possíveis realidades”, observou o artista.

Conforme Binho, o segundo movimento da exposição é fazer com que outros artistas plásticos usem o projeto “Tijol” na criação de suas artes, a partir de uma releitura do projeto, e, assim, torná-lo um novo movimento artístico.

Binho destaca que o projeto também remete a uma das principais economias de Tatuí: as cerâmicas. O artista aponta o privilégio de o município estar situado em uma formação geológica com “argila de excelente qualidade”.

“Atraídas pelas condições ideais de extração da matéria-prima, muitas fábricas de cerâmica vermelha se instalaram na região, principalmente a partir dos anos 60. Somos ‘pé-vermelho’ porque a argila daqui é boa, e isso traz uma grande referência para a nossa cidade e, agora, também para o projeto Tijol”, sustentou Binho.

A exposição conta com apoio cultural de MR Produções, Buffet Di Fatto, Unimed Centro Paulista, Studio K, Lubika – Moda Infantil, Unimed Tatuí, fotógrafo Serginho Oliveira e Artes V.A.

O projeto foi um dos habilitados no edital cultural 3/2022, no 2⁰ Festival de Arte e Cultura de Tatuí, promovido pelo Museu Histórico “Paulo Setúbal”.

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O artista

“Antes de tudo, sou um homem temente a Deus e tenho na família meu alicerce. Com as minhas crianças, Giovanni, Memy, Kawany e Rafinha, encontro estímulo para fazer sempre o melhor. Lucélia Bulsing é minha esposa, minha caminhada, meu coração e minha inspiração, presente de Deus”, descreve Binho.

Além de artista plástico, aos 49 anos, é publicitário, poeta, design, músico, fotógrafo e gestor de marketing formado pela FGV – São Paulo. Em 2023, foi o vencedor do Concurso Nacional Clube do Ukulele, na categoria músicas autorais, em parceria com a filha Memy Ricioli.

Em 2022, ele fez todo o design de ambiente da UTI do Hospital Unimed, voltado a poesias sobre instrumentos musicais (da viola caipira ao piano), e também é o idealizador do projeto Quintal do Saber, localizado na praça Paulo Setúbal.

Além disso, Binho desenvolveu designs de ambientes para o hall do Hotel Del Fiol, com o projeto memória “Pentagrama do Tempo”; a ambientação musical do Hospital Unimed Tatuí; e a criação e curadoria da “Exposição Arte em Janelas”, contatando a história da cidade em fotos extraídas do acervo “Antiga Tatuhy – Volume 1”, em parceria com o Museu Histórico “Paulo Setúbal”.

Binho também assinou a expografia do Painel Memória Unimed Centro Paulista, em Limeira, e participou do projeto cultural “Arte em Portas – Nossos Artistas, Nossas Inspirações!”, na Escola Estadual “José Celso de Mello”, em Tatuí.

O artista também foi agraciado com 21 estatuetas do Prêmio Nacional “Alberto Urquiza” Unimed de Comunicação, nas categorias: jornal mural, jornal impresso, publicações especiais, relatório de gestão e stands temáticos.

Ele também é idealizador de mais de 120 marcas, como a da Santa Casa de Misericórdia de Tatuí, Igreja Presbiteriana do Brasil, Igreja Presbiteriana Rocha Eterna, Pangaré, Docicado, Sou Doutor Cevac, Clínica São Carlos, Casa Unimed, Rádio 96,7 FM Vale Verde, KX Motos, Lubika e muitas outras.

Lançou, em 2021 o livro “Reflexões: Eu Planto, Tu Plantas, Nós Colhemos”, a história da cooperativa Unimed em fotos e contação de histórias. Desde 2015, tem o projeto autoral Ciranda de Louvor, com mais de 160 cantigas cristãs infantis.

Também é vencedor do Mapa Cultural Paulista 2011 (fase municipal) nas categorias fotografia, com “Analogia do Tempo”, e crônica jornalística, com “A Inclusão dos Excluídos”.

Ele ainda ganhou duas estatuetas do Prêmio “Arthur Henck” de Educação, na categoria educação na cidadania (2010 e 2012). Foi vencedor do Mapa Cultural Paulista 2010 (fase municipal) na categoria caricatura, com a obra “Andrea Bocelli”, e na categoria escultura, com “O Gorila”.

Ainda foi finalista no Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria melhor capa de livros infantis (1997) e recebeu menção honrosa, em charge, no 1º Salão de Humor Latino-Americano (1995).

Também participou da exposição de diversos salões de humor, inclusive o mais respeitado do mundo, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1994.