Escritora tatuiana faz mural de poesia em Sorocaba para “cego ler”
Obra de Cristina Siqueira é para pessoas com deficiência visual
Da redação
No próximo sábado, 21 – data em que se celebra o Dia Mundial da Poesia -, a escritora tatuiana Cristina Siqueira realiza, no Parque Campolim, em Sorocaba, o descerramento do mural “Livro de Rua para Cego Ler”, obra literária urbana concebida com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
Instalado em área de grande circulação do parque, o mural — uma instalação poética literária em azulejaria impressa — integra o projeto Livro de Rua, criado por Cristina em 1997, que propõe a inserção da poesia no espaço urbano por meio de murais literários.
A abertura oficial está marcada para às 11h, no palco de eventos da avenida Carlos Comitre (espaço onde se celebra o Saint Patrick ‘s Day, dinamizado por Cris Lobo).
Na abertura, haverá a apresentação da autora e a contextualização do projeto; fala de Cristina, sendo o momento central do evento; e apresentação da companhia de dança Avant-Scène, do Ballet Teatro Mônica Minelli com um trabalho premiado, em que os bailarinos se comunicam em Libras.
Após, ainda está programada a apresentação “Pelos Olhos de Ray” (Companhia da Terceira Idade da Secretaria de Esporte de Sorocaba) e Ballet Teatro Mônica Minelli; coreografia campeã estadual no Jomi 2025 (Jogos da Melhor Idade); apresentação musical de Eraldo Basso; e descerramento do mural “Livro de Rua para Cego Ler”
O evento gratuito e aberto ao público ainda contará com a presença de autoridades, representantes do setor cultural e educacional, além de instituições voltadas à pessoa com deficiência visual.
Sobre a autora
Cristina Siqueira é escritora, poeta e artista visual com trajetória consolidada na literatura e nas artes urbanas. Autora de oito livros publicados, desenvolve há três décadas o projeto Livro de Rua, responsável pela criação de murais poéticos instalados em espaços públicos.
A obra articula literatura, artes visuais e intervenção urbana, “aproximando poesia e cidade e estimulando novas formas de fruição da palavra poética no cotidiano”.
Cristina ainda é membro correspondente da Academia Sorocabana de Letras e tem atuação reconhecida em projetos culturais voltados à formação de leitores, difusão da poesia e valorização do patrimônio literário.
De acordo com material divulgado à imprensa pela autora, nesta edição, a obra incorpora leitura em Braille, relevo tátil e audiodescrição, “permitindo que a experiência poética seja acessada também pelo toque e pela escuta, ampliando o acesso à literatura e à arte para pessoas com deficiência visual”.
O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc de Incentivo à cultura e conta com o apoio da prefeitura de Sorocaba, “reafirmando o compromisso das políticas públicas com a democratização do acesso à cultura e com a promoção da inclusão”.
“Com a instalação da obra, Sorocaba passa a integrar um movimento contemporâneo de arte pública acessível, em que literatura, espaço urbano e cidadania se encontram para ampliar o alcance da poesia na vida cotidiana”, finaliza o comunicado.
